Ir para Caixa
NOVIDADES | PROMOÇÕES
Pesquisar : contactos | ajuda
 
Carrinho de Compras
Memória das Sombras (A) - Lauro António
 
Aqui se recolhem, pois, intervenções diversas que procuram ser sobretudo isso: depoimentos polémicos, apaixonados, outras vezes discretos relances sobre alguns temas por forma a deles se poder ter uma ideia global.
  PREÇO :  €4.00
  Antigo Preço :  €16.76
  Sobre o Livro :  «Os "escritos sobre cinema e audiovisual" que aqui se reúnem são na sua grande maioria textos escritos especialmente para intervir nalgumas manifestações cinematográficas (e não só cinematográficas), como congressos, encontros, fóruns, seminários, homenagens, etc. para que fui convidado e em que tive o privilégio de ter participado. Trata-se por isso mesmo de textos que na sua quase totalidade podem ser considerados inéditos para o grande público, para o público que não tenha estado presente nessas realizações. (...) Aqui se recolhem, pois, intervenções diversas que procuram ser sobretudo isso: depoimentos polémicos, apaixonados, outras vezes discretos relances sobre alguns temas por forma a deles se poder ter uma ideia global. Reuni-los neste volume é, de alguma forma, procurar também encontrar no conjunto uma lógica que se afigura a mim evidente e que tem a ver sobretudo com preocupações pedagógicas para com o ensino e a divulgação do cinema e do audiovisual e as suas especificidades, mas igualmente para com valores de cidadania que o cinema e o audiovisual veiculam (ou deviam veicular). A Violência e os Media, as Novas Tecnologias, a Formação e a Crítica, os Jovens e as Drogas, a Inquisição e a Tolerância são alguns dos temas abordados que julgamos de grande actualidade e para cuja discussão se procura contribuir de forma despretensiosa.» Lauro António (da Introdução)

Licenciado em História, Lauro António, foi membro do Cine-clube Universitário de Lisboa e, mais tarde, director do ABC Cine-Clube. A cultura cinematográfica adquirida no movimento cineclubista leva-o ao exercício da crítica cinematográfica a partir de 1963 e, mais tarde, à coordenação da programação de algumas salas e à direcção de festivais de cinema.
O seu Prefácio a Vergílio Ferreira (1975) antecedeu a exibição do filme «Cântico Final» de Manuel Guimarães, baseado na obra homónima do escritor, que viria, anos depois, a ser figura indissociável da obra de Lauro António.
Como sucede(u) com outros cineastas da sua geração, particularmente activos após a Revolução de 25 de Abril de 1974, uma forte componente do seu trabalho destinou-se à televisão.
«Vamos ao Nimas» (1975) traçava um roteiro de indiscutível valor histórico das velhas salas de cinema da área de Lisboa. «O Zé Povinho na Revolução» (1977) é um repositório de caricaturas e fotomontagens surgidas na imprensa entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975. O documentário «Bonecos de Estremoz» (1978), realizado sob os auspícios do Instituto de Tecnologia Educativa, tem idêntico valor ao perpetuar em película uma arte típica do Alentejo prestes a desaparecer.
A estreia de Lauro António na longa-metragem dificilmente poderia ter sido mais feliz, já que pode dizer-se que patrocinou um reencontro entre o público e o cinema português. No final da década de 70 havia-se tentado a apresentação na televisão de séries baseadas em obras literárias; uma linguagem algo cinematográfica (e por vezes hermética, sobretudo tendo em vista o veículo televisivo) impedia o êxito de tais produções junto dos telespectadores. O caso mais polémico fora o de «Amor de Perdição» (1978), de Manoel Oliveira, cuja versão em episódios foi unanimemente considerada como pouco adequada à linguagem requerida pela televisão, contrariamente à versão cinematográfica, que, estreada depois, viria a merecer o aplauso da crítica.
Entre Outubro de 1978 e Abril de 1979, Lauro António realiza uma série de quatro episódios a partir da obra «Manhã Submersa» de Vergílio Ferreira (que, curiosamente, interpretaria um dos papéis). O êxito de público e crítica é assinalável, o mesmo se aplicando em 1980 à versão (mais curta) feita para cinema. A fluidez da narrativa e a cuidada interpretação (a cargo maioritariamente de actores com formação teatral, mas, o que nem sempre sucedia em filmes portugueses, "cinematograficamente" convincente) são ainda hoje apontadas como exemplares.
A série «Histórias de Mulheres», que realizou para a Rádio Televisão Portuguesa em 1983, consistia em quatro filmes baseados em igual número de obras de escritores portugueses e confirmou qualidades dum cineasta rigoroso: «Paisagem com Barcos», a partir dum conto de Maria Judite de Carvalho, «A Bela e a Rosa», um conto tradicional português, «Mãe Genoveva», com base na obra homónima de Vergílio Ferreira, e «Casino Oceano», a partir de «Week-End» de José Cardoso Pires.
O regresso à longa-metragem cinematográfica em «O Vestido Cor de Fogo» (1985), baseado numa obra de José Régio, revelou-se algo decepcionante em termos de aceitação por parte do público e da crítica.
Lauro António tem prosseguido a sua actividade como ensaísta e documentarista, tendo-se, porém, nos últimos anos mantido afastado do grande écran.

  Outras Informações :  ISBN: 9726100739
Nº de Páginas: 212
Peso: 235 g.
Dimensões 13,5x21 cm
Ano de Edição: 1998
   
Compre