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Mulheres Deviam Vir Com Livro de Instruções (As) - Manuel Jorge Marmelo
 
Histórias de mulheres sob o olhar de um narrador pícaro, formado na "Faculdade da Necessidade".

Esta obra foi publicada em Espanha pela editora Txalaparta (País Vasco, 2005) e em Itália pela Vertigo Edizioni s.r.l. (Roma, 2008).
  PREÇO :  €11.31
  Preço de Mercado :  €12.57
  Sobre o Livro :  "Eu sei. Eu sei que me vão dizer que os homens também deviam vir com livro de instruções, mas esta é uma necessidade que eu dispenso perfeitamente. Aos homens entendo-os eu bem. Sei como funcionam. Admito que as mulheres não possam todas dizer o mesmo, mas, ainda assim, julgo que elas sabem mais de nós do que aquilo que nós pensamos saber a seu respeito. Mas admito, pronto, admito que também os homens pudessem vir com livro de instruções. Aliás, o mundo todo devia ser servido com um manual detalhado, uma bibliografia inclusa - com dosagem recomendada e intervalos entre as tomas - que a todos preparasse, à nascença, para os infinitos desaires que a vida nos reserva e que nos ensinasse a consumi-la com moderação e a não deixar ao alcance das crianças."
MANUEL JORGE MARMELO

Manuel Jorge Marmelo nasceu no Porto em 1971 e é jornalista desde 1989. Estreou-se na ficção em 1996 com o livro "O Homem que Julgou Morrer de Amor", reeditado em 2006. Publicou depois "Portugués, Guapo y Matador" (romance, 1997), "Nome de Tango" (romance, 1998), "As Mulheres Deviam Vir com Livro de Instruções" (romance, 1999; publicado em Espanha, 2005 e em Itália, 2008), "O Amor É para os Parvos" (romance, 2000), "Palácio de Cristal, Jardim-Paraíso" (álbum, 2000), "Sertão Dourado" (romance, 2001), "Paixões & Embirrações" (crónicas, 2002), "Oito Cidades e uma Carta de Amor" (contos e fotos, 2003), "A Menina Gigante" (infantil, 2003, com Maria Miguel Marmelo e Simona Traina), "Os Fantasmas de Pessoa" (romance, 2004), "O Silêncio de um Homem Só" (contos, 2004, Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco), "Os Olhos do Homem que Chorava no Rio" (novela, 2005, em parceria com Ana Paula Tavares), "O Peixe Baltazar" (infantil, 2005, com Jorge Afonso Marmelo e Joana Quental), "Porto: Orgulho e Ressentimento" (crónicas, 2006), "Zé do Saco, o Contrabandista" (infantil, 2006, com Evelina Oliveira) e "Aonde o Vento me Levar" (romance, 2007).
Tem publicado regularmente textos e contos em diversas antologias e publicações em Portugal, no Brasil, no México, em Itália e em França.
Em 1994 recebeu o prémio de jornalismo da Lufthansa, em 1996 a menção honrosa dos Prémios Gazeta de Jornalismo do Clube de Jornalismo/ Press Club e em 2004 o Grande Prémio do Conto “Camilo Castelo Branco” , da Câmara Municipal de V. N. Famalicão / APE, com o livro "Silêncio de um Homem Só".
Mais informações em http://planeta.ip.pt/~ip202503/marmelo.html

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“Com as mulheres há que ter uma postura cartesiana: «primeiro destruir as opiniões e, depois, não confiar cegamente nos sentidos, tantas vezes ilusórios e falsos», ou então vê-se um tipo enredado «nas mais inverosímeis trapalhadas». Por isso «As Mulheres Deviam Vir com Livro de Instruções».
Isto não é uma brincadeira. É até um caso muito sério. Um caso seríssimo espraiado em 141 páginas de barafundas, apimentadas por um humor fino e inteligente, com escrita dúctil, vibrante e coloquial. Uma comédia de costumes, de Manuel Jorge Marmelo, regozijo para os leitores, homens e mulheres de cá, mas já no lado de lá a falar castelhano: está editado em Espanha pela editora basca Txalaparta e, mais longe, em Itália, pela pela Vertigo Edizioni, Roma, 2008 (ver segunda imagem). Mais um voo português à conquista do mundo. E que voo!
Foi o primeiro livro traduzido de Manuel Jorge Marmelo. O acordo prevê a posterior edição em outros três países de língua castelhana da América Latina: Chile, Argentina e Uruguai. O autor nasceu no Porto em 1971. É jornalista desde 1989. Estreou-se nas letras em 1996 com «O Homem que julgou morrer de amor/O caso virtual» (ver na etiqueta correspondente ao autor).
O «As Mulheres Deviam Vir Com Livro de Instruções» apresenta-nos uma profusão de histórias burlescas e bem contadas, num processo narrativo sólido. O narrador, participante, mas não omnisciente, sobretudo no que diz respeito a mulheres, é Madureira, 43 anos, espécie de trolha, «canalizador-carpinteiro-pedreiro-pintor-mecânico-de-pequenos-electrodomésticos, formado na Faculdade da Necessidade», bígamo, casado “secretamente” com Uiko e Maria da Anunciação, com 3 filhos em cada família, e mais umas "aventuras". Porém, avisa, quanto mais mulheres, «mais discussões e os inconvenientes conjugais».
Esta polivalência fá-lo enredar-se com todos os outros: Noronha, dono de uma Agência de Inovação Ocupacional que arranja emprego a Maria Rosa com o advogado Francisco J. Morais, passando estes a ser amantes. O advogado Morais é um indivíduo sem escrúpulos, formado na Católica, casado com Belinha e pai de Catarina, bela miúda, mas mártir do visa gold. Belinda é uma trintona avançada, a quem a falta de homem na cama, dormem em quartos separados, «desperta-lhe apetites furacónicos», e por isso o professor de aeróbica tem dificuldade de escolher entre a mãe e a filha.
É sobre a movimentação feminina que o narrador faz as elucubrações e conjecturas, de tal forma enredadas que nem o leitor sabe como elas reagirão nos inúmeros desfechos. Fica provada a tese inicial: as mulheres são «um bicho fugidio» e criaturas imprevisíveis que sabem mais sobre o homem do que ele sobre elas.
A escrita é muitas vezes brejeira, mas, diz o narrador, «Não é a escrita que descamba; são os tempos». E não é raro estes tempos de escrita despoletarem-nos gargalhadas, ou sorrisos rasgados. Trava um diálogo directo com o leitor, desculpando-se ora das suas opiniões, ora desvalorizando o marfim que lhe cresce na cabeça, por obra da Maria da Anunciação, ora por isto e por aquilo, o que atesta a sua atrapalhação perante a imprevisibilidade feminina. Ou perante o mundo todo, sobre o qual confessa: «Aliás, o mundo todo devia ser servido com um manual detalhado, uma bibliografia inclusa – com dosagem recomendada e intervalos entre tomas – que a todos preparasse, à nascença, para os infinitos desaires que a vida nos reserva»”
TERESA SÁ COUTO (http://comlivros-teresa.blogspot.com/ )

  Outras Informações :  ISBN: 9726101794
Nº de Páginas: 144
Peso: 165 g.
Dimensões 13,5x21 cm
Ano de Edição: 1999
8ª Edição
   
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