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Da Cidade Nervosa - Enrique Vila-Matas
Da dinâmica cidade nervosa de Barcelona chegam-nos as crónicas jornalísticas de Enrique Vila-Matas, mestre de um género que combina o paradoxo com a ironia, sempre imbuído de um sentido da cultura muito pessoal.
Tradução :
António Rebordão Navarro
PREÇO :
€14.18
Preço de Mercado :
€15.75
Sobre o Livro :
O capítulo que compõe a primeira das quatro secções deste volume pode ser lido como um livro de relatos, pois cada uma das crónicas possui entidade de história. Na segunda parte encontramos um extenso texto inédito, "Mastroianni-sur-Mer", onde o autor, além de analisar as relações entre cinema e literatura, revela a surpreendente origem da sua vocação literária, estreitamente ligada à figura do actor italiano Marcelo Mastroianni. Na terceira, "Um tapete que se espalha em muitas direcções", Vila-Matas reflecte em torno das vicissitudes anteriores e posteriores à publicação de "Bartleby e Compañia" e da construção da original estrutura deste livro. Finalmente a quarta e última parte, "Escritos Shandys", recolhe alguns dos seus mais importantes artigos e ensaios literários publicados na imprensa nacional e estrangeira.
Enrique Vila-Matas nasceu em Barcelona em 1948. Em 68 foi viver para Paris, auto-exilando-se do governo de Franco e procurando uma maior liberdade criativa. O apartamento em que se instalou era alugado por Marguerite Duras.
Durante vários anos subsistiu como jornalista da revista "Fotogramas".
O primeiro livro que publicou, em 1977, foi "A Assassina Ilustrada" e desde essa altura nunca mais deixou de escrever porque, como diz, "escrever é corrigir a vida, é a única coisa que nos protege das feridas e dos golpes da vida".
A sua vasta obra está traduzida em onze idiomas.
De Enrique Vila-Matas a Campo das Letras editou "A Assassina Ilustrada", "Da Cidade Nervosa" e "História Abreviada da Literatura Portátil".
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"«Da Cidade Nervosa» é uma surpreendente compilação de crónicas urbanas do jornalista e escritor barcelonês Enrique Vila-Matas. Tendendo a fixar-se sempre «no mais estranho», como o próprio assume, o autor constrói verdadeiras narrativas com o mote da cidade de Barcelona, curtas e certeiras, onde o lugar comum é de todo banido.
Com especial comprazimento no «romance da rua», Vila-Matas define o método para atingir o objectivo: viajar «sem destino marcado», partir sem se «dirigir a parte nenhuma», na «intenção de espiar condutas humanas e apanhar dissimuladamente conversas de desconhecidos». Como diz António Tabucchi, e recordado e comprovado por Vila-Matas, «todos os escritores são um pouco 'voyeurs', todos espiam um pouco a vida pelo buraco da fechadura. A vida é demasiado breve para se viver o número suficiente de experiências: é preciso roubá-las». (…)
Fiel ao apelo da escrita, que domina com mestria, Vila-Matas retrata lugares, pessoas, vozes e sensações, «com o objectivo descritivo que tende ao infinito e portanto a todas as luzes impossível». O grito criador não se detém, mesmo que falte assunto, porquanto há assunto no «que se passa quando não se passa nada, só tempo, as pessoas, os carros as nuvens». Assim, feito detective numa viagem ao centro da terra - «como no cinema ou teatro, é sempre de noite» - desce ao metro de Barcelona, «esse mundo congelado, sem céu, nem plantas, nem animais (excepto ratazanas), movido pelo chamariz do boato de que nem toda a gente que lá desce volta à superfície»; viaja nos transportes públicos, perseguindo vidas alheias para constatar que neles «só as mulheres lêem, os homens fazem palavras cruzadas ou esgravatam o nariz»; arremete contra o campo e contra a praia das férias de Agosto; fixa-se enérgico e hilariante no «drama escultórico» de Barcelona. Para todo o lado, praças, becos esconsos, memórias, linha a linha, página a página, o autor leva consigo o leitor, como um íman, exultante por se sentir prisioneiro no olhar singular do barcelonês. (…)
Defendendo que «a realidade imita a literatura» e que «escrever é corrigir a vida», Enrique Vila-Matas, com os cinco sentidos engatilhados, comprova-nos que a relação entre a literatura e a vida é um jogo interminável com regras em constante mutação. Também é interminável a leitura deste livro que pede revisitações oferecendo sempre novas descobertas." TERESA SÁ COUTO ( http://orgialiteraria.com )
Outras Informações :
ISBN: 9896250278
Nº de Páginas: 288
Peso: 370g.
Dimensões 13,5x21 cm
Ano de Edição: 2006
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