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Alberto Carneiro - Lição de Coisas - Bernardo Pinto de Almeida
 
- Alberto Carneiro / Prémio de Artes Casino da Póvoa 2007 -


De Bernardo Pinto de Almeida, conceituado especialista em Teoria e História da Arte, um belíssimo álbum sobre a obra do artista plástico Alberto Carneiro, numa edição associada ao Prémio de Artes Casino da Póvoa.
  Ilustração :  Alberto Carneiro
  PREÇO :  €43.47
  Preço de Mercado :  €48.30
  Sobre o Livro :  Direcção gráfica: Armando Alves

«Há mais de quinze anos, em 1991, na circunstância de escrever o que viria a ser o ensaio introdutório ao catálogo da primeira exposição retrospectiva da obra de Alberto Carneiro na Fundação Gulbenkian (…), referi, a propósito dessa obra já então longa e complexa, ser necessário colocá-la "entre as de maior consequência e risco do seu século português – quer pela irredutibilidade do seu trajecto em singular percurso, alheio a modismos de circunstância, quer pelo modo como inscreve um projecto, hoje já plenamente perceptível, que suscita a multiplicidade das leituras que dela podemos fazer –, [e que] tem sido, até ao momento, insuficientemente entendida no alcance e na dimensão dos seus pressupostos éticos e estéticos".
Se a primeira parte desta afirmação permanece, para mim, absolutamente verdadeira, podendo mesmo radicalizá-la e chegar a referi-lo como um dos poucos a quem se fica a dever, nas últimas décadas, a significação de haver isso a que se poderia chamar "uma arte portuguesa" (isto é, um conjunto de acções e de significações que, precisamente pela sua singularidade e capacidade de produzir diferenças, não se coloca fora de um plano mais universal de afirmação estética mas antes o integra como forma individualizada e já que todo o localismo, em arte, é forma da sua negação enquanto tal), o facto é que a segunda parte, referente à ausência de uma fortuna crítica desta obra, carece hoje de idêntica verdade.
Ocorre que, desde então, o cada vez maior reconhecimento internacional desta obra, sobretudo num plano institucional, com diversas exposições retrospectivas ou antológicas, participações em importantes simpósios e parques internacionais de escultura contemporânea e outras significativas presenças, tem suscitado textos de referência. Múltiplos são, portanto, ao contrário de então, os textos de qualidade ensaística e penetração crítica hoje disponíveis, em Portugal e fora (sobretudo em Espanha), para abordar multifacetadamente esta obra – de Javier Maderuelo a Gerardo Xuriguera, de Delfim Sardo a Miguel Fernández-Cid ou de Fernando Francés a Santiago Olmo, entre outros.» BERNARDO PINTO DE ALMEIDA

ALBERTO CARNEIRO nasceu no Coronado, um vale de prados e bosques, entre Douro e Minho, com uma actividade agrícola dominante. As coisas da terra foram os seus brinquedos de criança e essas vivências serão fulcrais para as suas criações plásticas futuras.
Aos dez anos de idade, entrou para uma oficina de santeiro, onde trabalhou até aos vinte e um anos. Ali praticou um ofício e viveu uma relação osmótica com as matérias da árvore e da montanha, aprendendo a transformá-las de dentro para fora. (…) Depois fez estudos de escultura na Escola de Belas Artes do Porto e na Saint Martin’s School of Art de Londres, onde foram seus professores Anthony Caro e Phillip King.
Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian no Porto e em Londres.
Dedicou-se ao ensino, no Círculo de Artes Plásticas da Universidade de Coimbra, na Escola de Belas Artes do Porto e na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto.
Sobre as matérias do seu ensino publicou textos e um livro.
Dedicou-se ao estudo da Psicologia Profunda, do Zen, do Tantra e do Tao para aprofundar as razões e os sentidos do seu corpo e da sua mente na criação da sua obra. Sobre estas matérias deu cursos, fez conferências e palestras e publicou textos e um livro em co-autoria. Expõe a sua obra desde 1963.
Realizou setenta e oito exposições individuais em Portugal e no estrangeiro. Participou em mais de cem exposições colectivas no Ocidente e no Oriente. Recebeu vários prémios e condecorações.

BERNARDO PINTO DE ALMEIDA, nasceu em 1954.
Historiador de Arte e Professor Catedrático de Estética na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Membro do Conselho de Administração da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea - Colecção Berardo.
É um conceituado especialista em Teoria e História da Arte, com vasta obra publicada.
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PRÉMIO DE ARTES Casino da Póvoa 2007 para o Artista ALBERTO CARNEIRO

Na segunda edição do "Prémio de Artes Casino da Póvoa" foi distinguido o artista plástico Alberto Carneiro, com um prémio no valor de € 30.000,00. O júri foi constituído pelo Professor Bernardo Pinto de Almeida, Dr. Vasco Graça Moura e Dr. Mário Assis Ferreira, presidente do Conselho de Administração da Varzim Sol SA.
O prémio, além da aquisição de uma obra do artista premiado, envolve a publicação de uma Monografia [“Alberto Carneiro – Lição de Coisas”, de Bernardo Pinto de Almeida; Campo das Letras, 2007] e uma Exposição Antológica do autor. Alberto Carneiro vai receber o prémio no próximo dia 14 de Dezembro, numa cerimónia a ter lugar no Casino da Póvoa, pelas 21 horas.
Para a entrega do prémio foi convidada a Professora Isabel Pires de Lima, Ministra da Cultura.
A apresentação do Livro Antológico do escultor estará a cargo do Dr. João Fernandes, Director do Museu de Serralves.
A obra adquirida a Alberto Carneiro, que passa a integrar a colecção de arte do Casino da Póvoa, é uma escultura intitulada “Sinais e Sabedoria da Floresta”, de 2000 2001, Buxo 80X160X10cm.
A Exposição Antológica de Alberto Carneiro será inaugurada no dia 10 de Janeiro de 2008, na Cooperativa Árvore e ficará patente ao público até 3 de Fevereiro de 2008.
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"Tem 70 anos e expõe a sua arte há mais de quarenta, em Portugal e no estrangeiro. Vive na terra onde nasceu, na aldeia do Coronado, Trofa, envolvido pela natureza original e vigorosa de um vale entre o Douro e o Minho. «A Natureza sonha nos meus olhos desde a infância», diz Alberto Carneiro, o artista plástico que tem vivido com a natureza uma relação íntima, dialogante e de mútua revelação: olha a terra, os vimes, os troncos, as raízes e as pedras para descobrir-lhes o que ainda lá não está, e redescobrir-se, ser humano, mostrando-o ao mundo.
«Perante a obra o espectador completa-a na medida em que a re-faz sua», escreve Bernardo Pinto de Almeida no álbum Alberto Carneiro – Lição de Coisas. É uma magnífica monografia editada no âmbito do «Prémio de Artes Casino da Póvoa 2007», que recentemente distinguiu o artesão da natureza, cuja arte, em época de urgência pelo respeito ambiental, é uma lição maior. (…)
«Alberto Carneiro – Lição de Coisas» é um álbum de luxo com 242 páginas, com oito capítulos temáticos e a Biografia de Alberto Carneiro, antecedidos de uma majestosa Introdução. Está repleto de fotografias de alta definição de desenhos, projectos de esculturas, exposições e instalações do artista, tudo enquadrado pela excelência do texto do Historiador de Arte e Professor Catedrático Bernardo Pinto de Almeida, incansável na interpretação e divulgação da arte que por cá se faz, e a quem, por tudo isto, a Cultura portuguesa deve muitíssimo." TERESA SÁ COUTO ( http://comlivros-teresa.blogspot.com/ )

«Alberto Carneiro nasceu no Coronado, numa região situada entre Douro e Minho, essencialmente agrícola. Os seus brinquedos de criança (conforme nos informa a sua biografia, que omite a data do seu nascimento), foram "as coisas da terra" que certamente marcaram a sua arte futura. Aos dez anos de idade foi trabalhar para uma oficina de Santeiro, dadas as necessidades financeiras da família, de origem humilde. Manteve-se entregue a esse mister até aos 21. Depois, fez estudos de escultura, em Escolas de Belas-Artes, quer no Porto, quer em Londres, mercê de uma bolsa que lhe foi concedida pela Fundação Calouste Gulbenkian. Dedicou-se ao ensino e ao estudo da Psicologia Profunda, escrevendo sobre esta matéria alguns textos e mesmo poesia. Começou a expôr a sua obra a partir de 1963, participando, até hoje, em mais de cem exposições, entre os elogios da crítica portuguesa e estrangeira. Alcança inúmeros prémios e condecorações de Portugal e de outros países. Viaja muito, sobretudo pelo Oriente, onde contacta com as religiões hinduista, zenista, taoista, etc. Está representado em vários museus do Mundo. Agora, Bernardo Pinto de Almeida dedica-lhe um grosso volume intitulado “Alberto Carneiro - Lição de Coisas”, onde, além de dar à estampa um grande e denso ensaio sobre a vida e arte do escultor, reproduz uma imensidade de obras, que são a medida exacta do seu valor e originalidade. Delas, confessa Carneiro: “Esta minha ligação às coisas da terra tem longas raízes no tempo e eu costumo dizer que no mais íntimo de mim, lá onde a criação me diz exclusivamente respeito e a consciência se forma para suscitar as minhas transformações, o meu trabalho é a psicanálise das minhas relações arquetípicas com a terra, o desvendar de mistérios que a ela me prendem - ela: a mãe, a origem primeira.”» ANTÓNIO COUTO VIANA ( http://www.leitura.gulbenkian.pt )

  Outras Informações :  ISBN: 978-989-625-245-8
Nº de Páginas: 242
Peso: 1650 g.
Dimensões 24x30 cm
Ano de Edição: 2007
   
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